Saúde

Andar de Mountain bike pode dar aquela refrescada na cabeça que você está precisando!

O Mountain bike é um esporte fantástico, tem diversas características que fazem dele um esporte único e bastante democrático. Se você está pensando: Mas é difícil pra caramba… acertou!!  Se você está pensando: É uma delícia!!!  Também acertou!! Saiba mais sobre o que a ciência vem dizendo sobre essa paixão tão popular.

O Mountain bike é, grosseiramente, quando subimos morros ou montanhas com as nossas bicicletas certo?? Bom, inicialmente, o morro em questão tem que ser de terra, não pode ser de asfalto (80% da diversão está na irregularidade do terreno, na aventura) e quem falou que temos que subir o morro? Você já ouviu falar em Downhill? Aquela modalidade onde os pilotos descem um trecho determinado na maior velocidade possível! Nem só de subida vivem os mountain bikers.

Existem diversas classificações na ciência e nas federações, também podemos dividir o mountain bike pelo tipo de prova ou das bikes que existem a venda.

As categorias e as bikes.

A CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) fala em 3 categorias, o Cross country, o Cross country maratona e o Donwhill [http://www.cbc.esp.br/arquivos/ydbzadcwb2.pdf]. Outras fontes da internet ainda falam do Trial, do Freeride, do Dual Slalom, outras categorias ainda mais agressivas. Mas quando pensamos no mercado de bikes, encontramos principalmente as bikes de XCO e XCM (Cross country e Cross country maratona) e de vez em quando, uma máquina de “descer ladeiras voando”, ou seja, uma bike de downhill.

O que diz a literatura científica sobre o “piloto ideal”:

Pensando na modalidade mais popular, o XCO, um estudo publicado com 11 pilotos de elite da Dinamarca mostra como são as características e os “parâmetros” fisiológicos que são associados aos atletas de melhor desempenho. OK, eles não são Brasileiros, nunca fizeram um Brasil Ride, onde, muitas vezes, você tem certeza que o diabo em pessoa vem aquecer o braseiro e “cozinhar” devagarinho os pilotos. Mas o estudo é muito bem feito e os parâmetros apresentados podem servir de norte para aqueles que querem competir e chegar na frente (certeza, que o Avancini é tudo isso e mais um tanto de raça Brazuca).

Você encontra todos os valores que foram avaliados nesse estudo no artigo completo do Bejder e colaboradores, 2018, mas a tabela abaixo já te dá uma ideia, o que determinou 98% da variação de performance entre os pilotos, foi a combinação de VO2, torque do quadríceps e índice de fadiga no primeiro sprint (foram feitos alguns em sequência nesse estudo). Isso quer dizer que quando o piloto não tinha um padrão ótimo nesses 3 itens, a performance era pior. Ainda assim, elementos como a capacidade de gerar potência e a fadiga nos demais sprints também eram de fundamental importância para predizer se o piloto ia desempenhar bem ou não.

(Bejder, Bonne, Nyberg, Sjøberg, & Nordsborg, 2018)

Olha aí Helio de Souza, é isso mesmo??  O que você pode acrescentar nesse estudo??  O olhar prático de quem treina O campeão mundial é fundamental, muitos dizem que esse feeling é até mais importante do que os números, mas daí lembramos do Robozinho Chris Froome e entendemos que deve ser uma combinação dos dois.

Mountain bike e a saúde mental:

Mas se você não é um atleta com essas intenções e só quer se divertir, você tem que ler o estudo da Lisa Roberts de 2018. Outro estudo excelente que mostra a motivação dos praticantes de mountain bike. O estudo divide a população estudada (mais ou menos 1500 pessoas) em homens e mulheres, idosos e jovens e praticantes de downhill ou não e analisa os efeitos da prática na saúde mental (ou não hehehe) dos praticantes.

Se você gosta de saber quem faz o que, ou o que fazemos conforme envelhecemos, ler esse estudo é uma obrigação… ele mostra que conforme envelhecemos, o DownHill não é mais a opção mais procurada, embora isso pareça óbvio, o estudo também mostra que o piloto de DownHill é o que mais se arrisca, e que eles gostam disso!!  (ok, também achamos que isso é óbvio, hehehehe)

Mas o estudo vai mais além e mostra que o mountain bike é um esporte que nos conecta a natureza e que nos faz bem, que muitos praticantes usam o mountain bike como estratégia de coping, ou seja, de lidar com seus problemas e estresses do dia a dia.

Mas talvez o resultado mais interessante do estudo é que, independente de quem pratica, mulher ou homem, mais velho ou mais novo, o mountain bike promove melhoras no bem estar e no humor, diminui as preocupações e melhora a auto estima dos praticantes.

Então talvez devêssemos trocar a famosa frase: Tá estressado? Vá pescar!, por Tá estressado? Vá pedalar, e de Mountain bike!!!!

 

Referências Bibliográficas

Bejder, J., Bonne, T. C., Nyberg, M., Sjøberg, K. A., & Nordsborg, N. B. (2018). Physiological determinants of elite mountain bike cross-country Olympic performance. Journal of Sports Sciences, 00(00), 1–8. https://doi.org/10.1080/02640414.2018.1546546

Roberts, L., Jones, G., & Brooks, R. (2018). Why do you ride?: A characterization of mountain bikers, their engagement methods, and perceived links to mental health and well-being. Frontiers in Psychology, 9(SEP), 1–18. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2018.01642

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